domingo, 28 de junho de 2015

Mercado de Artes

O Mercado de Artes foi construído entre 1914 e 1915 para ser o mercado municipal. Inaugurado pelo coronel Bernadinho Bahia, intendente de então. O custo da obra foi de 100 contos. Hoje está passando por uma restauração.  Elementos culturais típicos do passado e presente da cidade podem ser encontrados lá como: roupas, esculturas e quadros.
Com uma arquitetura neoclássico, abrigou por décadas o comércio de secos e molhados e foi o principal ponto da grande feira de gado que acontecia todos os sábados e segundas-feiras, reunindo caboclos do sertão que negociavam os produtos nordestinos. 
Em 1976, quando Feira de Santana inaugurou seu novo entreposto comercial, o centro de abastecimento, o mercado municipal foi fechado. O prefeito Colbert Martins, em 1980, organizou uma reforma transformando-o estação comercial e de cultura popular de culinária colorida e saborosa, abrigando também um artesanato rico ponto de encontro de apresentação de cordelistas e repentistas, além de outros produtos regionais e passou a se chamar de Mercado de Artes Popular.

                                                               Eduardo Américo e Joaquim Souza

domingo, 21 de junho de 2015

A Avenida Senhor dos Passos

A Avenida Senhor dos Passos é uma das mais antigas de Feira de Santana, na qual existiam alguns casarões de pessoas ilustres da cidade, tais como, João Marinho Falcão, Francisco Pinto, Wilson Falcão e outros.
Nela se concentravam os primeiros cinemas da cidade, como o Cine Íris e Cine Santanópolis. Os antigos casarões deram lugar aos pontos comerciais, a seguir, o casarão de João Marinho Falcão hoje se encontra a Marisa e a C&A, o Hotel Sollar Santana, que era o casarão de Wilson Falcão, hoje é um centro empresarial, o casarão de Francisco Pinto deu ligar ao supermercado Todo Dia.
Fazem parte desta Avenida os colégios particulares Ruy Barbosa, Intelecto, Padre Ovídio e existia também o colégio O Pequeno Príncipe; hoje no prédio que funcionava este colégio se localiza a Secretaria Municipal de Educação.
Temos ainda em destaque nessa avenida o Paço Municipal, Prefeitura, e a Igreja Senhor dos Passos.
Além de tudo isso citado encontra-se várias casas comerciais como Lojas Americanas, que antes era o Cine Santanópolis. Tem também as agências bancárias, Bradesco, HSBC e Santander e lojas diversas.
Hoje em dia transitar por esta avenida é muito difícil.
Na Avenida Senhor dos Passos existem feiras de verduras e frutas com vendedores ambulantes. Há também diversos vendedores que ficam nas calçadas vendendo sombrinhas, capas para tablete, celular e computador, óculos, frutas, ursinhos de pelúcia, cd’s e dvd’s. E nas ruas laterais (becos) que cotam a avenida existem casas comercias e também vendedores ambulantes vendendo diversas coisas, como a goma de beiju, jaca cortada, aipim e morango.
Andressa Vitória de Oliveira Morais
                                                                                          Ayanne Bittencourt

terça-feira, 17 de julho de 2012

Cavalgada ao Campo do Gado



No domingo dia 08 de Julho, trezentos cavaleiros montados em alazões guardados pelos quatro cantos da zona rural de Feira de Santana saíram no encalce do Bando Anunciador que rumava na direção da Igreja dos Remédios. Atravessaram a Praça Fróes da Motta até chegar de volta na Igreja da Matriz. De lá separaram-se e o grupo montado partiu em direção ao Campo do Gado. Uma marcha com vaqueiros feirenses e convidados (de Tanquinho), experientes montadores e aboiadores, alguns encourados, outros de camiseta e boné, que celebravam, por um lado com o Bando, a volta das grandes comemorações da Festa da Matriz, por outro, uma dinamização do espaço do Campo do Gado, condenado às feiras das segundas-feiras unicamente.
A idéia de uma cavalgada foi alinhavada pela Igreja e pelo administrador do Campo do Gado e proprietário da Selaria Rodeio, Frank Mota da Silva (foto), que uniu os montadores, vaqueiros-administradores, vaqueiros-comerciantes, vaqueiros-industriais, que encontraram quatro bandas de forró e muitas comidas típicas (feijão tropeiro, carne assada – de carneiro de boi e de bode, pirão e muita cebola e tomate), regados a goles de cerveja e pinga. Todos comungaram e fizeram parte de uma atividade cultural desejada por toda a comunidade feirense.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Bando Anunciador

Debaixo das copas
 Havia um bando
 À sombra das arvores
 bem ao lado
 da Matriz
 Negros libertos
 Mulheres vadias
 Homens-lobisomens
 Misturavam-se ao povo
 Sertanejo de Fé
 Em orações a Senhora avó de Jesus
 Era o Bando Anunciador
 De mais uma festa de
 Santana!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Van-de-arara

A chegada à Feira No ponto do Nordestino - Cada vez mais rara - Era Um pulo Para Fora Do caminhão Pau-de-arara Sempre Às cinco Da madrugada Era o último - Substituído Bruscamente Por Vans-de-araras e Seus motoristas e Cobradores de gritos estridenetes.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Art Foia

Tentei
Em cada entrada do
Beco do Colégio
Lá no Art e Foia
Desvendar os mistérios do som
Das algazarras
E tardes-noites
Regadas
A cerveja
No pátio do Colégio
Antigo Santanópolis
Debaixo das sombras
Das aulas de gude
De pião
Por entre bancos de jogos de tampinhas
Me via na fila da cantina
Esperando, gritando, brigando com
Marquinhos, Marcelinhos, Vans eoutros colegas...
Me via no olhar das coelgas-meninas feirenses
Annes, Addas, Cristianes, Ludmilas, Francineides...
Andando na altura da quadra do pátio
Pertinho do gol
Até que Torres (Tonhão?) soprou o apito
Apontando para o meio. Ganhamos!
Acordei no banco do bar, quase madrugada
Ainda tempo de ouvir
Acordes de
Paulo Monge
Júlio Figueiredo
E Carlinhos Somatória

A Spínola

domingo, 4 de setembro de 2011

Sete vezes pela mesma rua

Sete vezes Pela mesma rua Passeios diferentes Casas diferentes Lojas diferentes Até o trio nordestino mudou Restava fazendo show Para atrair a multidão que passava Uma dupla sertaneja Sete vezes Pela mesma rua Calçada Como não fora antes Pintada Como não fora antes Cheia de novas barracas Agora boxes Como nunca existira antes Sete vezes Pela mesma rua Os homens já não usam Mais chapéus As mulheres já não andam Mais de vestidos Parecem de tribos Diferentes Sete vezes Pela mesma rua Policiada Cheia de câmeras Espalhadas Pelos seus quatro cantos E um meio Sete vezes Pela mesma rua Enfeitada para sua enésima feira Que caía numa segunda-feira Vitrines novas E uma coleção novinha No sex shop Sete vezes Pela mesma rua Até chegar ao cinema Pertinho do ponto de ônibus E do hotel que um dia foi grande Sete vezes Pela mesma rua Aqui em Feira Não falamos comércio Não falamos Centro Falamos rua Quem não vai Para a rua Amanhã Segunda-feira?